Mídia Paga
A pergunta "Google Ads ou Meta Ads?" quase sempre tem a resposta errada quando é tratada como escolha única. As duas plataformas atacam estágios diferentes do funil B2B — e a maioria das empresas que "testou e não funcionou" só usou a plataforma certa no momento errado.
Google Ads e Meta Ads não competem pelo mesmo tipo de intenção. Google captura quem já está buscando ativamente uma solução — a pessoa digitou algo no campo de busca porque tem um problema agora. Meta interrompe alguém que está rolando o feed, sem intenção de compra ativa naquele momento. Entender essa diferença é o que separa uma campanha B2B que funciona de uma que "não converte".
No topo de funil, o objetivo é fazer o decisor B2B conhecer a empresa antes mesmo de estar buscando ativamente uma solução — ou apresentar um ângulo de problema que ele ainda não tinha formulado claramente.
Meta Ads tende a ser mais forte aqui. O formato de feed permite contar uma história, mostrar um caso de uso, ou provocar reconhecimento de problema com criativo em vídeo ou carrossel — coisas que a busca não permite. O custo por clique no Meta também costuma ser mais baixo que no Google Search, o que barateia o volume necessário para awareness.
Meio de funil é sobre manter a marca presente enquanto o decisor pesquisa e compara fornecedores — sem necessariamente estar pronto para uma reunião comercial ainda.
Meta Ads também performa bem aqui, principalmente via remarketing para quem já visitou o site ou baixou um material. Campanhas de Display do Google cumprem função parecida, mas o alcance e a granularidade de segmentação por comportamento tendem a favorecer Meta neste estágio.
Google Ads Search é o mais forte aqui, sem comparação. Quando alguém pesquisa "[categoria de produto/serviço] para empresas" ou o nome de um concorrente, essa pessoa já está no processo de decisão. Google Ads captura demanda que já existe — não precisa criá-la.
Dados de campanhas B2B mostram que o CPL médio no Brasil é de aproximadamente R$ 187 no Google Ads, R$ 94 no Meta Ads e R$ 312 no LinkedIn Ads — mas o LinkedIn converte para reunião comercial a uma taxa cerca de 3,2 vezes maior.1 Isso ilustra por que CPL isolado é uma métrica incompleta: um lead mais caro que converte melhor em reunião pode custar menos por oportunidade real do que um lead barato que não avança.
| Estágio | Plataforma mais forte | Por quê |
|---|---|---|
| Topo (consciência) | Meta Ads | Formato de feed conta história; CPC mais baixo |
| Meio (consideração/remarketing) | Meta Ads | Segmentação por comportamento e remarketing eficiente |
| Fundo (intenção ativa) | Google Ads Search | Captura busca já existente por solução |
Empresas que usam Google Ads e Meta Ads de forma complementar — cada uma no estágio em que é mais forte — tendem a ter um custo por lead integrado 20% a 35% menor do que dependeriam de uma única plataforma isoladamente.1 Isso acontece porque cada canal alimenta o outro: quem viu um anúncio de topo no Meta e depois busca no Google já chega "aquecido", com CTR e conversão melhores do que um clique frio.
A pergunta certa não é "qual plataforma é melhor" — é "qual plataforma resolve qual etapa da jornada do meu comprador B2B agora".
Fonte: Diwizi — "Custo por Lead (CPL) no Brasil: Benchmarks Reais e Como Otimizar Suas Campanhas" (2026).
A LAN4 estrutura mídia paga combinando Google Ads e Meta Ads por estágio de funil, não por preferência isolada.
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